Janeiro, o segundo dia do Seminário Internacional sobre Cartões de Pagamento. O objetivo do encontro é debater o uso dos cartões para pagamentos no Brasil, as taxas de manutenção cobradas pelas empresas que atuam no setor e o futuro dos cartões no país.
No primeiro dia do evento, que começou na quinta-feira (15), o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, sinalizou que as tarifas dos cartões de crédito e débito, cobradas atualmente dos lojistas e consumidores, poderão ser reduzidas pela metade com a criação de regras para o setor que ganha, a partir de 1º de julho, uma máquina única que irá operar com todas as bandeiras.
A nova máquina unificada de cartão de débito e crédito que irá substituir as atuais, usadas na maioria pelas bandeiras Visa e Mastercard, irá trazer economia para os lojistas e ao consumidor, já que o aluguel da maquininha será 80% mais barato, passando dos atuais R$ 120 para R$ 25.
A expectativa é que financeiras também ofereçam o serviço, hoje realizado quase que totalmente pelas duas bandeiras.
A previsão, segundo o presidente do BC, é que a mudança traga ainda uma regulação do setor, com a criação de um marco regulatório, ou seja, regras para a cobrança de tarifas, o que não existe atualmente.
Para Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), que participou do evento na quinta-feira, a mudança irá trazer uma maior velocidade nas operações, já que o comerciante utiliza atualmente cerca de três máquinas em uma loja.
Falta concorrência
Um relatório do BC divulgado em maio indica que as tarifas cobradas pela operadoras de cartões para uso da rede são altas porque falta competição no mercado brasileiro. Esse mercado é dominado no Brasil basicamente por duas credenciadoras, a Visanet e Redecard, explica o diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes.
Mesmo com a falta de competição no setor, os cartões continuam em alta entre os consumidores. Em abril, havia 142,2 milhões de cartões de crédito em operação no Brasil, segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços). Já o número de cartões de débito chegou a 238,1 milhões. A minoria do universo desses consumidores conhece as taxas que paga para utilizar os cartões.
Para tentar colocar ordem na casa, em abril deste ano, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto, anunciou que o CMN (Conselho Monetário Nacional), órgão ligado ao BC e ao governo, passsaria a regulamentar as tarifas cobradas pelas operadoras de cartões de crédito. Hoje, não há regulamentação para o setor.
O evento, promovido em parceria com a Seae (Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda), a SDE (Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça) e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), termina na sexta-feira (18).
Serviço
Seminário Internacional sobre Cartões de Pagamento
Local: avenida Presidente Vargas, 730, Centro, Rio de Janeiro, auditório do Banco Central, 24º andar
Datas: quinta e sexta-feira, 17 e 18 de junho, das 8h30 às 18h30
No primeiro dia do evento, que começou na quinta-feira (15), o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, sinalizou que as tarifas dos cartões de crédito e débito, cobradas atualmente dos lojistas e consumidores, poderão ser reduzidas pela metade com a criação de regras para o setor que ganha, a partir de 1º de julho, uma máquina única que irá operar com todas as bandeiras.
A nova máquina unificada de cartão de débito e crédito que irá substituir as atuais, usadas na maioria pelas bandeiras Visa e Mastercard, irá trazer economia para os lojistas e ao consumidor, já que o aluguel da maquininha será 80% mais barato, passando dos atuais R$ 120 para R$ 25.
A expectativa é que financeiras também ofereçam o serviço, hoje realizado quase que totalmente pelas duas bandeiras.
A previsão, segundo o presidente do BC, é que a mudança traga ainda uma regulação do setor, com a criação de um marco regulatório, ou seja, regras para a cobrança de tarifas, o que não existe atualmente.
Para Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), que participou do evento na quinta-feira, a mudança irá trazer uma maior velocidade nas operações, já que o comerciante utiliza atualmente cerca de três máquinas em uma loja.
Falta concorrência
Um relatório do BC divulgado em maio indica que as tarifas cobradas pela operadoras de cartões para uso da rede são altas porque falta competição no mercado brasileiro. Esse mercado é dominado no Brasil basicamente por duas credenciadoras, a Visanet e Redecard, explica o diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes.
Mesmo com a falta de competição no setor, os cartões continuam em alta entre os consumidores. Em abril, havia 142,2 milhões de cartões de crédito em operação no Brasil, segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços). Já o número de cartões de débito chegou a 238,1 milhões. A minoria do universo desses consumidores conhece as taxas que paga para utilizar os cartões.
Para tentar colocar ordem na casa, em abril deste ano, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto, anunciou que o CMN (Conselho Monetário Nacional), órgão ligado ao BC e ao governo, passsaria a regulamentar as tarifas cobradas pelas operadoras de cartões de crédito. Hoje, não há regulamentação para o setor.
O evento, promovido em parceria com a Seae (Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda), a SDE (Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça) e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), termina na sexta-feira (18).
Serviço
Seminário Internacional sobre Cartões de Pagamento
Local: avenida Presidente Vargas, 730, Centro, Rio de Janeiro, auditório do Banco Central, 24º andar
Datas: quinta e sexta-feira, 17 e 18 de junho, das 8h30 às 18h30
Fonte: R7
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