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sexta-feira, 18 de junho de 2010

• BRASIL: Google lançará pacote de ferramentas na internet para as eleições em 2010

Após atuação “tímida” em 2008, empresa pretende ampliar aplicativos neste ano

Responsável pela rede social mais popular no país, o Google planeja lançar, em agosto deste ano, um pacote de aplicativos especialmente voltado para as eleições. Em 2010, a internet tem se revelado uma das ferramentas preferidas dos candidatos para mobilizar seus militantes e, ciente disso, a empresa aposta no “calor” da discussão política para atrair seus internautas.

De acordo com Félix Ximenes, diretor de Comunicação do Google Brasil, a ideia é promover espaços específicos para que os usuários possam discutir os rumos das campanhas eleitorais, assim como foi feito em 2008, mas de forma menos “tímida”.

- Nós fomos muito tímidos em 2008, até porque, o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] ainda não tinha muito claro o que podia ser feito ou não. Nesse ano, como o TSE liberou o uso da internet [para as campanhas eleitorais], com exceção à publicidade, e a gente vai ter novos aplicativos com todas as ferramentas disponíveis para ajudar o eleitor a tomar sua decisão e a participar do processo democrático.

Em 2008, a empresa criou recursos específicos para o debate eleitoral no Youtube (canal de vídeos); no Google Maps – com mapas indicando como chegar às seções eleitorais em todas as capitais brasileiras –; além do Orkut, onde os usuários acompanhavam enquetes sobre o tema.

Apesar de ainda manter em segredo os detalhes do lançamento, Ximenes aposta no sucesso da ferramenta, com a ampliação do debate na internet.

- Acreditamos muito na liberdade de expressão e os recursos específicos para as eleições fizeram muito sucesso em 2008. [...] Vamos só esperar passar essa euforia da em torno da Copa do Mundo e anunciaremos aplicativos e outras novidades, já que no Brasil, o debate político é sempre muito acalorado e as pessoas querem discutir.

Em crescimento no Brasil, o Facebook – concorrente do Google – não deve lançar um “pacote eleitoral”, porém, Júlio Vasconcellos, gerente de crescimento do Facebook no país, disse acreditar que as ferramentas já disponíveis possam ser úteis para militantes e partidos, a exemplo do que ocorre em outros países.

- Não temos nenhum aplicativo específico para as eleições, mas em outros países há partidos que usaram recursos já existentes no Facebook para chegar ao eleitor.

Polêmica

Apesar de ser a vedete dos candidatos à Presidência, o uso das redes sociais pelas campanhas ainda gera polêmica e desconfiança. Nesta semana, a Justiça Eleitoral determinou que o Google revelasse a autoria de dois blogs aparentemente criados por eleitores de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), com conteúdo favorável aos presidenciáveis.

Em debate nesta quinta-feira (17), os estrategistas virtuais do tucano e da petista, Sérgio Caruzo e Marcelo Branco, admitiram ser impossível fiscalizar o conteúdo veiculado por militantes na internet, e afirmaram que este é um dos “pontos obscuros” da lei eleitoral. Para eles, as campanhas devem orientar seus seguidores sobre as regras, porém, não podem ser responsabilizadas pelo que outros internautas publicam.

Tanto o responsável pelo Google no país, quando o gerente do Facebook, também disseram que é inviável fiscalizar o conteúdo gerado na internet. Mesmo assim, afirmaram que as empresas colaboram com a Justiça para que as regras sejam cumpridas.

Em 2010, a Justiça Eleitoral autorizou que os candidatos usassem ferramentas como Orkut, Twitter, Facebook em suas campanhas, e liberou os debates pela web.

FONTE: R7

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