Governo israelense permite a entrada de bens de uso civil e de materiais de projetos civis na regiãoJerusalém. Após crescente pressão mundial pelo alívio do bloqueio a Faixa de Gaza, Israel anunciou, ontem, que deve diminuir as restrições sobre o território palestino. As mudanças, no entanto, devem ser limitadas e o controle naval, assim como a limitação de viagens para fora da região, devem ser mantidas.
A comunidade internacional voltou sua atenção para a situação dos moradores de Gaza e os efeitos do bloqueio israelense ao território após o ataque do Exército de Israel contra a "Frota da Liberdade", que levava ajuda humanitária a Gaza, deixando nove ativistas mortos e dezenas de feridos.
O governo israelense decidiu suavizar as regulações do bloqueio facilitando a entrada de bens de uso civil e de materiais para projetos civis ao território governado pelo movimento islamita Hamas desde 2007, anunciou o gabinete do premiê de Israel, Benjamin Netanyahu.
Gaza, que tem 80% de seus 1,5 milhão de habitantes dependem da ajuda internacional para viver, está submetida a um intenso bloqueio imposto por Israel há três anos.
O gabinete de segurança israelense, integrado pela metade dos membros do governo, decidiu ao fim de dois dias de discussões "liberalizar o sistema mediante o qual os bens de uso entram em Gaza e amplie o fluxo de materiais para projetos civis que sejam realizados sob supervisão internacional", indica o comunicado do gabinete.
No entanto, Israel "manterá os atuais procedimentos de segurança para impedir a entrada de armas e material militar", acrescenta o texto.
O comunicado se abstém de especificar quais serão as medidas concretas e se limita a assinalar que o gabinete de segurança manterá novas reuniões no próximo dias.
Netanyahu já havia advertido que Israel manteria o bloqueio marítimo de Gaza. O gabinete de segurança voltou a pedir, por outro lado, o apoio da comunidade internacional para obter a libertação do soldado israelense Gilad Shalit, capturado por um comando palestino em junho de 2006 e que continua em mãos do Hamas.
Após o anúncio de Israel, a organização Anistia Internacional (AI) pediu para o país levantar totalmente e sem demora o bloqueio imposto a Gaza. Para o diretor para Oriente Médio e Norte da África da AI, Malcolm Smart, a decisão de Israel não é o suficiente.
Fonte: Diário do Nordeste
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