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terça-feira, 22 de junho de 2010

• INTERNACIONAL: EUA querem punir empresas que façam negócios com o Irã

Congresso fecha acordo para sanções unilaterais mais duras ao programa nuclear iraniano

O Congresso dos Estados Unidos chegou a um acordo sobre um plano de sanções unilaterais ao Irã. O texto, que ainda precisa ser aprovado por um comitê parlamentar, estabelece medidas duras e pune empresas estrangeiras que auxiliem no setor energético da república islâmica, entre outras. O rascunho da lei foi divulgado nesta segunda-feira (21).

O senador Chris Dodd e o deputado Howard Berman, ambos do Partido Democrata, anunciaram o acordo. A lei já foi aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado. O Partido Democrata, do presidente Barack Obama, tem a maioria nas duas Casas do Congresso.

Em nota, os dois parlamentares afirmaram que “a lei servirá como forte pressão para barrar Teerã a fim de combater a proliferação de armas de destruição em massa, apoio ao terrorismo internacional e as violações de recursos humanos”.

O projeto de sanções, que os EUA aplicarão unilateralmente, dificulta a atuação em território americano e prevê inclusive punições a empresas e bancos estrangeiros que fizeram negócios com bancos iranianos bem como com a Guarda Revolucionária, o braço armado do regime religioso.

Essas empresas estrangeiras serão proibidas de fazer transações financeiras no sistema bancário americano e ter propriedades no país. O documento prevê, ainda, punição a empresas e “investidores” que atuem “no setor de energia do Irã”.

As sanções também vão impor “restrições de viagem aos violadores dos direitos humanos no Irã”.

Sanções podem ter exceções a empresas de países aliados

Segundo o site Político.com, especializado na cobertura da política americana, o governo do presidente Barack Obama tem procurado “exceções para diversos países e blocos como a União Européia que o governo acredita ter se esforçado para pressionar o Irã”.

No último dia 9 de junho, o Conselho de Segurança da ONU apoiou uma sexta rodada de sanções ao programa nuclear do Irã. O embargo abre exceções para empresas da Rússia e da China – quase 30% do petróleo consumido pelos chineses é produto com origem iraniana.

Russos e chineses foram os últimos membros permanentes do conselho convencidos pelos EUA a aplicarem as sanções. O embargo foi aprovado por 12 dos 15 membros do Conselho de Segurança – Brasil e Turquia votaram contra e apenas o Líbano se absteve.

Brasil e Turquia chegaram a fechar um acordo sobre troca de combustível nuclear com o Irã. O pacto, no entanto, foi ignorado na prática pelas potências mundiais.

Fonte: R7

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