O senador Chris Dodd e o deputado Howard Berman, ambos do Partido Democrata, anunciaram o acordo. A lei já foi aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado. O Partido Democrata, do presidente Barack Obama, tem a maioria nas duas Casas do Congresso.
Em nota, os dois parlamentares afirmaram que “a lei servirá como forte pressão para barrar Teerã a fim de combater a proliferação de armas de destruição em massa, apoio ao terrorismo internacional e as violações de recursos humanos”.
O projeto de sanções, que os EUA aplicarão unilateralmente, dificulta a atuação em território americano e prevê inclusive punições a empresas e bancos estrangeiros que fizeram negócios com bancos iranianos bem como com a Guarda Revolucionária, o braço armado do regime religioso.
Essas empresas estrangeiras serão proibidas de fazer transações financeiras no sistema bancário americano e ter propriedades no país. O documento prevê, ainda, punição a empresas e “investidores” que atuem “no setor de energia do Irã”.
As sanções também vão impor “restrições de viagem aos violadores dos direitos humanos no Irã”.
Sanções podem ter exceções a empresas de países aliados
Segundo o site Político.com, especializado na cobertura da política americana, o governo do presidente Barack Obama tem procurado “exceções para diversos países e blocos como a União Européia que o governo acredita ter se esforçado para pressionar o Irã”.
No último dia 9 de junho, o Conselho de Segurança da ONU apoiou uma sexta rodada de sanções ao programa nuclear do Irã. O embargo abre exceções para empresas da Rússia e da China – quase 30% do petróleo consumido pelos chineses é produto com origem iraniana.
Russos e chineses foram os últimos membros permanentes do conselho convencidos pelos EUA a aplicarem as sanções. O embargo foi aprovado por 12 dos 15 membros do Conselho de Segurança – Brasil e Turquia votaram contra e apenas o Líbano se absteve.
Brasil e Turquia chegaram a fechar um acordo sobre troca de combustível nuclear com o Irã. O pacto, no entanto, foi ignorado na prática pelas potências mundiais.
Fonte: R7
Nenhum comentário:
Postar um comentário