
Transmissão da presidência do Tribunal Regional do Trabalho aconteceu em solenidade concorrida
VIVIANE PINHEIRO
Em discurso, o desembargador enalteceu a figura do líder e exaltou a valorização das instituições
Sem anunciar "projetos mirabolantes", enfatizando o desejo de dar continuidade ao trabalho da atual administração e reiterando que acima das pessoas estão as instituições, o desembargador Cláudio Soares Pires foi empossado no início da noite de ontem na presidência do Tribunal Regional de Justiça do Ceará - 7ª Região. "Devo me espelhar no que foi feito antes de mim", fez questão de enfatizar.
Como vice-presidente do TRT, tomou posse o desembargador Manoel Arízio Eduardo de Castro, que já esteve à frente da Casa no período 1990 a 1991. Os empoçados irão administrar o Tribunal pelos próximos dois anos.
A defesa da cidadania e do trabalho digno como meio de realização humana esteve no centro do discurso do novo presidente do TRT, para quem a figura a presidente do Tribunal deve ceder lugar "ao de um líder que atua para o bem-estar de todos, em prol das realizações no Tribunal e de seu corpo de servidores". Em seu discurso, o desembargador Cláudio Soares identificou a "falta de dignidade no trato com o ser humano nas relações de trabalho". O novo presidente chegou a questionar a possibilidade de o homem ser livre "com o salário vil, segundo o estipulado em vários estabelecimentos e países".
Além de admitir a existência de jornadas de trabalho extenuantes, o empossado questionou a possibilidade de liberdade para o trabalhador do século XXI "diante do assédio moral, assédio sexual, da discriminação em razão da cor, do sexo, da Aids, da religião".
Processos
Em solenidade concorrida, contando com a presença de personalidades dos poderes Executivo e Legislativo, bem como de lideranças do Estado, Cláudio Soares informou que nos últimos 10 anos o TRT julgou cerca de 500 mil processos e estima-se que 10% se encontram sem resolução, ou seja sem a efetivação da sentença, por uma série de fatores, inclusive devido aos recursos impetrados por uma das partes. "Nossa intenção é possibilitar a Justiça no mundo do trabalho através do cumprimento do que foi julgado".
Natural de Niterói (RJ), r Cláudio Soares Pires é o mais novo desembargador do TRT- 7ª Região. Formou-se em Direito, pela Universidade Federal do Ceará, em 1978. Exerceu a advocacia trabalhista, sendo autor de pareceres diversos, defesas, recursos judiciais, circulares e normas internas de pessoal e legislação trabalhista.
Foi nomeado em fevereiro de 1983, por aprovação em segundo lugar em concurso público, para o cargo de juiz do trabalho substituto do TRT. Tem artigos doutrinários publicados em revistas especializadas na área do Direito do Trabalho.
Sem anunciar "projetos mirabolantes", enfatizando o desejo de dar continuidade ao trabalho da atual administração e reiterando que acima das pessoas estão as instituições, o desembargador Cláudio Soares Pires foi empossado no início da noite de ontem na presidência do Tribunal Regional de Justiça do Ceará - 7ª Região. "Devo me espelhar no que foi feito antes de mim", fez questão de enfatizar.
Como vice-presidente do TRT, tomou posse o desembargador Manoel Arízio Eduardo de Castro, que já esteve à frente da Casa no período 1990 a 1991. Os empoçados irão administrar o Tribunal pelos próximos dois anos.
A defesa da cidadania e do trabalho digno como meio de realização humana esteve no centro do discurso do novo presidente do TRT, para quem a figura a presidente do Tribunal deve ceder lugar "ao de um líder que atua para o bem-estar de todos, em prol das realizações no Tribunal e de seu corpo de servidores". Em seu discurso, o desembargador Cláudio Soares identificou a "falta de dignidade no trato com o ser humano nas relações de trabalho". O novo presidente chegou a questionar a possibilidade de o homem ser livre "com o salário vil, segundo o estipulado em vários estabelecimentos e países".
Além de admitir a existência de jornadas de trabalho extenuantes, o empossado questionou a possibilidade de liberdade para o trabalhador do século XXI "diante do assédio moral, assédio sexual, da discriminação em razão da cor, do sexo, da Aids, da religião".
Processos
Em solenidade concorrida, contando com a presença de personalidades dos poderes Executivo e Legislativo, bem como de lideranças do Estado, Cláudio Soares informou que nos últimos 10 anos o TRT julgou cerca de 500 mil processos e estima-se que 10% se encontram sem resolução, ou seja sem a efetivação da sentença, por uma série de fatores, inclusive devido aos recursos impetrados por uma das partes. "Nossa intenção é possibilitar a Justiça no mundo do trabalho através do cumprimento do que foi julgado".
Natural de Niterói (RJ), r Cláudio Soares Pires é o mais novo desembargador do TRT- 7ª Região. Formou-se em Direito, pela Universidade Federal do Ceará, em 1978. Exerceu a advocacia trabalhista, sendo autor de pareceres diversos, defesas, recursos judiciais, circulares e normas internas de pessoal e legislação trabalhista.
Foi nomeado em fevereiro de 1983, por aprovação em segundo lugar em concurso público, para o cargo de juiz do trabalho substituto do TRT. Tem artigos doutrinários publicados em revistas especializadas na área do Direito do Trabalho.
Fonte: Diário do Nordeste
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